Hérnia de disco tem diversos mecanismos e deve ser avaliada pela intensidade da dor que causa

Você sabia que nem toda a hérnia de disco dói e que a intensidade da dor independente de seu tamanho?

A Hérnia de Disco, é uma das doenças que mais causam a dor nas costas e mais afastam do trabalho. Entretanto, é preciso esclarecer que nem todas as pessoas sofrem de dor pelo problema, já que a doença tem diversas variações e a dor é responsável por comprometer a qualidade de vida dos seus portadores, com limitação de atividades simples do dia-a-dia.

Caracterizada pelo desgaste ou trauma dos discos vertebrais que acabam por comprimir os nervos da coluna, a hérnia de disco pode ser classificada como protusa, extrusa ou sequestrada. Sua ocorrência, embora relacionada ao desgaste do disco vertebral, não acomete necessariamente pessoas mais velhas. Além de fatores genéticos, atividades físicas intensas praticadas por atletas ou simples esportistas de finais de semana, também podem favorecer o acometimento pelo problema.

Para entender melhor os mecanismos de cada tipo de hérnia de disco, é preciso saber que o disco intervertebral age como um amortecedor entre os ossos da coluna. Ele é formado por uma camada externa de cartilagem mais resistente que envolve o centro formado por uma cartilagem mais macia. De acordo com o ortopedista especialista em cirurgia de coluna e um dos diretores da Clínica Colunar, dr. Rodrigo Junqueira Nicolau, “podemos pensar no disco como um hambúrguer que fica encaixado perfeitamente entre dois pães, que seriam as vértebras”.

Segundo o médico, um disco protuso, mais comumente encontrado, é aquele que sai da sua posição normal indo além do que deveria ser os seus limites. “É um hamburguer que é um pouco maior que o seu pão. A parte que está fora do limite do pão seria a protusão”, explica, acrescentando que “a protusão é uma condição comum de ser encontrada e pode fazer parte do processo normal de envelhecimento, sendo encontrada praticamente em todas as faixas etárias dos adultos”.

A hérnia de disco extrusa, por outro lado, ocorre quando há uma ruptura na camada mais rígida e externa do disco, possibilitando que alguma porção da parte de cartilagem mais interna e mais macia vá para fora do disco. Geralmente a saída deste material ocorre em um ponto mais localizado do disco e não de forma ampla, como na protusão.

Dr. Rodrigo diz que quanto mais a parte interna do disco desprende e perde o contato com o disco, alteração chamada de hérnia sequestrada, mais dores o paciente pode sentir. Mas, esclarece que “ter hérnia de disco não quer dizer necessariamente ter dor. Existem muitas pessoas que podem apresentar qualquer uma dessas alterações e não sentir dores. A dor está mais relacionada com a posição da hérnia e o quanto ela comprimi o nervo que está próximo a ela. Aí a dor pode ser forte, mesmo em hérnias nem tão grandes”, completa.

Tratamento:
O problema requer tratamento multidisciplinar, com medicamentos, fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia. Um procedimento cirúrgico, que muitas vezes acaba sendo indicado para pessoas que sofrem deste mal, é a fusão ou artrodese, que implica na implantação de hastes e parafusos metálicos na coluna vertebral do paciente. É uma cirurgia complexa, com maiores riscos de complicações e recuperação longa, devido à necessidade de grandes cortes e danos em músculos, ossos e articulações.

Visando atenuar estes riscos, técnicas minimamente invasivas, consagrada nos Estados Unidos, Ásia e Europa, também são utilizadas no Brasil, apesar de ainda não serem muito conhecidas por aqui.

Um deles é o método microendoscópico, que permite o alívio das dores, sem a necessidade do uso de implantes. Uma das técnicas, requer um corte mínimo, cerca de 1 cm, podendo ser realizado, em alguns casos, até com anestesia local. O paciente recebe alta, geralmente, no mesmo dia e saí andando do Hospital.

Um dos desenvolvedores da técnica foi o neurocirurgião, prof. Sang Ho-Lee, chefe do Hospital da Coluna Wooridul, em Seul, onde são realizados mais de 10 mil procedimentos de cirurgia minimamente invasivas por ano. No Brasil, os procedimentos são realizados com grande sucesso pela equipe da Colunar.


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